Fabrício Rosa – 500

Senador - PSOL - GO

BIOGRAFIA

Aos 19 anos fez provas da Polícia Militar. Trabalhou em Aparecida de Goiânia. Com o militarismo, aprendeu a valorizar a organização, o planejamento e o companheirismo, mas acumulou críticas a esse jeito de exercer segurança pública.
Aos 25 anos, ingressou na Polícia Rodoviária Federal, onde pode voar mais alto. Participou de operações policiais em vários pontos do país. Foi corregedor e coordenei muitas áreas diferentes. Ministrou aulas em dezenas de cursos e ajudou a criar a área de Direitos Humanos da instituição.
Após concluir pós-graduação, mestrado e centenas de outros cursos, sentiu-se na obrigação de colocar sua biografia à disposição do povo.

PRINCIPAIS PROJETOS

Fabrício Rosa é policial há mais de 18 anos. Oficial da reserva da Polícia Militar, está atualmente na Polícia Rodoviária Federal. Nessa instituição atua no enfrentamento a crimes como a violência sexual contra crianças e adolescentes, o trabalho escravo, o tráfico de pessoas e o trabalho infantil. Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e associado ao Núcleo de Estudos Sobre Criminalidade e Violência da UFG.

Participa do movimento nacional dos Policiais Antifascismo. É porta-voz da LEAP – Law Enforcement Against Prohibition (Agentes da Lei Contra a Proibição), que busca regulamentar o uso o comércio e a produção das drogas colocadas na ilegalidade, com a intenção de reduzir a guerra as drogas.
Compõe também o coletivo Mente Sativa, que organiza a marcha da maconha em Goiânia.

É membro da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTIs – RENOSP e colabora na organização das Paradas LGBTIs e na busca por direitos para essa população. É membro do Comitê de Direitos Humanos Dom Tomás Babuíno, cuja pauta central é a reforma agrária e urbana, com vistas a buscar justiça social para as pessoas do campo e condições dignas para a população em situação de rua.

É professor de Direitos Humanos, Ética e Direito Internacional em diversas instituições educacionais, inclusive em corporações policiais. Atua como palestrante em eventos nacionais e internacionais.

Em nível regional e nacional, Fabrício compõe outros comitês, que atuam no enfrentamento à tortura, no desenvolvimento de políticas públicas para migrantes, na pacificação social em escolas, dentre outros.

Na polícia já atuou como corregedor, especialmente em processos de demissão de policiais corruptos. Foi também presidente da Comissão Nacional de Ética. “Apesar da certeza de que nosso grande desafio é a luta contra as desigualdades, acredito que ser ético é condição preliminar do homem público” afirma ele.

Para Fabrício, no campo da violência, nunca se matou tanta gente pobre, especialmente jovem e negra.

“Em 2016 alcançamos um terrível recorde de mais de 61 mil vidas perdidas por homicídios, sendo 2600 em Goiás (com nosso estado liderando o ranking de latrocínios). Também nunca se encarcerou tanta gente: temos a 3ª maior população carcerária do mundo! Também nunca se matou tantos policiais. Eu já perdi vários colegas de trabalho. Nesse sentido, conforme diversas pesquisas, a pauta da segurança pública estará entre as mais importantes no momento do voto, por isso é muito relevante um policial que entenda de segurança com cidadania disputando cargo eletivo.

“Acredito que uma candidatura com conhecimento sobre as entranhas desse sistema, no sentido de criticá-lo com propriedade – em especial o populismo penal, a criminalização da pobreza, o racismo estrutural, o extermínio da juventude, a guerra às drogas e as LGBTfobias – apresenta-se como grande ferramenta para levar a política à altura de nossas necessidades da sociedade. Vejo que a legitimidade conferida pela prática policial, aliada à pesquisa, docência e ativismo social, colabora grandemente no debate e na tentativa de convencer aqueles que teimam em não perceber que nossa tragédia no campo da violência é consequência do imenso fosso social sob o qual estamos assentados. Esse olhar é o grande diferenciador dos já apresentados na história de nosso estado, sendo também frontalmente oposto aos dos atuais postulantes ao cargo de senador, inclusive aqueles da esquerda majoritária.”, diz o candidato.

Rosa devolve diversos projetos sociais em comunidades de baixa renda, especialmente junto à adolescentes em conflito com a lei, vítimas de violências e famílias em áreas de risco. Idealizador do projeto “Policiais Contra o Câncer Infantil”, que nasceu em Goiânia e hoje é desenvolvido em 35 cidades do país.

Socialista, defende a saúde e a educação públicas, gratuitas, de qualidade e desmilitarizadas. Luta contra a redução do tamanho do Estado, projeto este que deixa os excluídos de sempre fora do bolo da riqueza produzida por suas próprias mãos.

Fabrício Rosa, candidato ao Senado pelo Partido Socialismo e Liberdade, apresenta como projeto:
Crianças, Adolescentes e Juventude

– Criar creches que atendam as mães que trabalham e não têm onde deixar os filhos, inclusive que funcionem à noite!
– Criar projetos de incentivo à leitura e à formação política;
– Ampliar o Sistema de Aprendizagem para jovens de 14 a 24 anos e de combate ao trabalho infantil;
– Fortalecer o protagonismo da juventude: hip-hop, rap, artes marciais, pistas de skate, grafite;
– Criar mais Delegacias da Infância e fortalecer a rede contra a violência sexual;

Cultura e Comunicação

– Democratizar a mídia. Valorizar e ampliar as empresas públicas de mídia;
– Valorizar o patrimônio cultural, histórico e arquitetônico do estado de Goiás;
– Aumentar os incentivos públicos para eventos culturais e criar o Conselho Estadual de Cultura;
– Proibir que políticos e familiares sejam proprietários de rádio e TV. Elaborar, com participação social, nova lei que evite a concentração e impeça a propriedade cruzada dos meios de comunicação;

Educação e Direitos Humanos

– Garantir maior orçamento para educação! Lutar por educação laica, de qualidade, gratuita e desmilitarizada. Lutar por gestão democrática, autonomia pedagógica e valorização dos profissionais das mais de mil escolas públicas de Goiás;
– Criar e ampliar rede de escolas de educação tecnológica, nos moldes dos IFs. Melhorar a educação no campo, das crianças deficientes e aquelas com doenças graves;
– Criar novas Universidades Federais em Goiás, no norte e nordeste do estado. Refundar a UEG, transformando-a em referência de autonomia financeira, acadêmica, bolsas de pesquisa e valorização do professor e do aluno!
– Democratizar o acesso à educação pública para quem quase nunca está lá: pobres, deficientes, negros, indígenas, quilombolas, população de rua, ciganos, travestis e ex-presidiários;
– Fortalecer políticas que garantam direitos dos LGBTI+, deficientes, idosos, migrantes, negros e pessoas em situação de rua e melhorar os espaços de acolhimento, higiene, alimentação e saúde dessa população;

Economia e Trabalho

– Implementar plano de emergência para recuperação de emprego. Estamos no centro do país, precisamos melhorar a logística, com todos os modais e incentivar a inovação tecnológica;
– Criar incentivos fiscais e projetos para fortalecimentos dos pequenos negócios, que geram muito mais emprego e renda: o salão de beleza, as confecções, a lanchonete, os pequenos supermercados …
– Subsidiar, financeira e tecnicamente, a agricultura familiar, os pequenos e médios produtores, o cooperativismo e os assentados da reforma agrária!
– Regularizar os trabalhadores da informalidade e reduzir a jornada de trabalho sem perdas salariais;
– Revogar a EC 95, que impede gastos sociais, e a reforma trabalhista;

Meio Ambiente e Reforma Agrária

– Incentivar a produção agroecológica, livre de agrotóxicos e transgênicos;
– Incentivar projetos de energia renovável e de controle de emissões de gases em Goiás;
– Prevenir e punir quem não preserva o cerrado, os mananciais, os animais e as florestas;
– Lutar contra a privatização da água e da SANEAGO!
– Realizar reforma agrária e urbana com desapropriação de terras improdutivas que não cumprem a função social e desrespeitem direitos ambientais e trabalhistas;
– Reduzir a geração de resíduos e ampliar a reciclagem em parceria com catadores e postos de reciclagem. Eliminar os lixões dando destinação adequada dos rejeitos;

Moradia e Saneamento Básico

– Construir moradias populares! Com projeto que não seja uma mina de dinheiro para as grandes construtoras! Criar linhas de crédito mais acessíveis para população de baixa renda e melhorar os critérios para cheque moradia sem interferência política;
– Implementar o aluguel social para famílias em áreas de risco ou de baixa renda e para a População em Situação de Rua e Ampliar o saneamento com acesso universal à coleta e tratamento do esgoto;

Poder e Política

– Reduzir os cargos comissionados e acabar com a indicação política para cargos técnicos!
– Incentivar a participação social para escolha dos gestores de escolas, hospitais, delegacias, etc;

Saúde

– Combater a privatização do Estado por meio das Organizações Sociais. Fortalecer o SUS, recompor equipes, aumentar número de funcionários, adquirir equipamentos, construir novos hospitais, especialmente nas regiões mais carentes do estado;
– Fortelecer a atenção básica e o atendimento em casa, especialmente para idosos e deficientes

Segurança

– Lutar pelo “ciclo completo”, ou seja, pela possibilidade de todas as polícias poderem realizar a investigação policial, com controle social. Pela carreira única dentro das corporações (para todos poderem chegar ao topo!) e pela desmilitarização das polícias, projeto que tem apoio da maior parte dos policiais;
– Lutar para que policiais se reconheçam como trabalhadores, com direito de expressão, manifestação, greve, sindicalização, carga horária máxima de trabalho e demais direitos trabalhistas;
– Criar critérios objetivos, justos e transparentes para a promoção na carreira;
– Dar transparência aos dados de elucidação de homicídios, e de outros crimes, em Goiás e fortalecer a perícia e a Polícia Técnico-Científica e melhorar os equipamentos da polícia: estrutura física de trabalho, videomonitoramento e câmeras nas viaturas;
– Incentivar práticas e formação humanizadoras na polícia e por policiamento comunitário e com participação social.

CANDIDATOS

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